segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Colaboração: Heloísa Ruiz Pereira
quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Kátia Canton participa de bate-papo na Barão 955
Evento faz parte do encerramento da exposição. Entrada gratuita
A crítica de arte, docente e diretora de curadoria do Museu de Arte Contemporânea da USP, Kátia Canton, participa de um bate-papo com o público no próximo sábado, 24 de outubro, às 11h, como parte do encerramento da exposição Barão 955 (Alameda Barão de Limeira, 955 – Centro - SP). Na ocasião, a artista falará sobre arte contemporânea e iniciativas como a própria Barão 955, uma exposição colaborativa que surgiu com um grupo de artistas em um galpão no centro de São Paulo.
Jornalista por formação, Kátia fez mestrado e doutorado em Artes Interdisciplinares na New York University. Trabalhou no MoMA (Museum of Modern Art) de NY e foi professora e curadora do Museu de Arte Contemporânea da USP. Paralelo à carreira acadêmica, Kátia especializou-se como autora de livros infantis. No âmbito da arte, escreveu os livros Novíssima Arte Brasileira – Um Guia de Tendências, Retrato da Arte Moderna, entre outros.
O evento é aberto ao público e a entrada franca.
Sobre a Barão 955
Tudo começou com um grupo de 5 artistas que estuda “Poética da Cidade” com Renata Pedrosa no Centro Cultural b_arco, em São Paulo , e culminou com a Exposição Barão 955, que reúne artistas que vão usar um galpão no centro de São Paulo para realizar uma exposição colaborativa, buscando uma relação da arte contemporânea com o ambiente urbano, levando em consideração a arquitetura do local e as características da região, muitas vezes subestimada pela população
Do grupo inicial, elegeu-se uma curadora, Claudia Lessa, já experiente no assunto. A partir de então, Claudia passou a pesquisar mais artistas com trabalhos que dialogassem com a arquitetura do local. Formou-se então um grupo de 16 participantes, alguns ainda iniciantes, outros já bem experientes, e que juntos adentram o circuito das mostras com um leque amplo de trabalhos, tais como fotografias, instalações, desenhos, pinturas, etc.
A ideia é levar um outro olhar para o galpão, mostrando novas possibilidades de utilização. O local tornou-se temporariamente um espaço alternativo para uma exposição de arte, uma vez que o circuito habitual de galerias e instituições culturais é, muitas vezes, de difícil acesso aos artistas.
De acordo com a curadora, a proposta era que os artistas estivessem livres para criar e desenvolver seus trabalhos, sem qualquer imposição de temas ou materiais. Nasceu assim a exposição Barão 955, um espaço para reflexão sobre a produção contemporânea brasileira. A mostra começou em 26 de setembro e termina no dia 24 de outubro.
O nome da exposição, Barão 955, faz alusão ao endereço onde estará montada: Alameda Barão de Limeira, 955. A entrada é gratuita e há um monitor no local para orientar o público sobre a natureza dos trabalhos.
Serviço
Bate-papo com Kátia Canton
Local: Exposição Coletiva Barão 995
Endereço: Alameda Barão de Limeira, 955 / Centro
Data: sábado, 24 de outubro
Horário: 11h
Aberto ao público
Entrada gratuita
Classificação indicativa: Livre
Homepage: www.barao955.com
Assessoria de Imprensa:
Foco Jornalístico – www.focojornalistico.com.br / (11) 3023.3940 / (11) 3023.5814
Regina Cintra – regina@focojornalistico.com.br
Daia Leide – daiane@focojornalistico.com.br
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Texto de Heloísa Ruiz Pereira
As curvas, o movimento - creio que é isto que busco em todo trabalho, independentemente do material que uso.
O ferro é material duro. Inflexível?
Há momentos em que para superar um obstáculo aparentemente intransponível, é preciso lidar como se fosse de ferro. Cortá-lo, dobrá-lo e vê-lo elevar-se no ar com graça e beleza.
Nem que seja processando pensamentos...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
texto Luciana Benaduce
Na exposição Barão 955 apresento três trabalhos Cabine, Cobertores e Fluxo.
Cabine
O projeto Cabine iniciou em 2001 quando fotografava Cabines de segurança pela cidade de SP,
com influências dos artistas Bernd and Hilla Becher que utilizam uma linguagem objetiva e frontal através da fotografia industrial, uma forma de documentação artística da arquitetura.
Em 2007 quando fui fotografar um hospital em construção me deparei com uma Cabine de trabalhadores que logo me fez lembrar a minha antiga pesquisa. Resolvi registrar novamente numa maneira de reforçar o projeto anterior. A foto tem alguns elementos que para meu trabalho são importantes. Como o contraste dos materiais madeirite x vidro espelhado, a cor e a questão que é recorrente em meus trabalhos o abrigo x o espaço .
A partir da fotografia resolvi ampliar a pesquisa e abrir novas camadas de significação dela para o objeto. Apresentar uma materialidade das fotos sem as reproduzir literalmente. Sendo assim a foto mais a instalação dos materiais uma ao lado da outra propõe uma reflexão sobre a consciência da escala e da relação do espaço entre sujeito e o objeto. Essa relação abre novas possibilidades de ver o objeto, dependendo de onde o observador e o objeto estão. É somente esta distância entre o objeto e sujeito que cria uma situação mais estendida, a participação física torna-se necessária, promove uma ação corporal.
Cobertores
Já o projeto Cobertores surgiu das minhas caminhadas pelas ruas de SP como uma maneira de vivenciar a cidade . Numa das minhas andanças encontrei um objeto que chamou minha atenç
ão: um arranjo enrolado de manta no chão. A manta possuía uma forma ambígua ora parecia um corpo humano,ora uma trouxa de roupas. Essa ambigüidade do objeto me interessou. A partir de então resolvi documentar com minha câmera fotográfica cobertores encontrados nas ruas de SP. Pensando o cobertor como um objeto de abrigo, de uma “casa própria” e resgatando as obras de fotografias que faço desde 2001, onde os elementos da arquitetura estão sempre presentes. ‘A partir da documentação fotográfica senti a necessidade de expandir o trabalho para o objeto e fazer uma intervenção pública na cidade. A Intervenção ocorreu em dois dias no vale do Anhangabaú em SP.
Fluxo
Desafiar o espaço foi umas das propostas de curadoria da exposição no galpão pensando nisso surgiu o trabalho Fluxo. Pensar os elementos do lugar uma idéia mais ampla da memória daquele espaço que foi a casa da minha família até 1956. No galpão existem muitos pontos de águas amputados do passado mas que vivem no espaço até hoje, após diversas transformações.
Pensando a água como: sustentação,célula,sangue,vida,fluxo,ciclo,transformação me apropriei do objeto caixa d´agua por meio da pintura,fotografia e som.
Dando continuidade a mesma questão dos trabalhos anteriores Hotel, Caixa d´água, Pontes, Catraca,os trabalhos que apresento nessa exposição são assuntos já tratados no passado como o tempo, o espaço e a habitação.
Cabine
O projeto Cabine iniciou em 2001 quando fotografava Cabines de segurança pela cidade de SP,
com influências dos artistas Bernd and Hilla Becher que utilizam uma linguagem objetiva e frontal através da fotografia industrial, uma forma de documentação artística da arquitetura.Em 2007 quando fui fotografar um hospital em construção me deparei com uma Cabine de trabalhadores que logo me fez lembrar a minha antiga pesquisa. Resolvi registrar novamente numa maneira de reforçar o projeto anterior. A foto tem alguns elementos que para meu trabalho são importantes. Como o contraste dos materiais madeirite x vidro espelhado, a cor e a questão que é recorrente em meus trabalhos o abrigo x o espaço .
A partir da fotografia resolvi ampliar a pesquisa e abrir novas camadas de significação dela para o objeto. Apresentar uma materialidade das fotos sem as reproduzir literalmente. Sendo assim a foto mais a instalação dos materiais uma ao lado da outra propõe uma reflexão sobre a consciência da escala e da relação do espaço entre sujeito e o objeto. Essa relação abre novas possibilidades de ver o objeto, dependendo de onde o observador e o objeto estão. É somente esta distância entre o objeto e sujeito que cria uma situação mais estendida, a participação física torna-se necessária, promove uma ação corporal.
Cobertores
Já o projeto Cobertores surgiu das minhas caminhadas pelas ruas de SP como uma maneira de vivenciar a cidade . Numa das minhas andanças encontrei um objeto que chamou minha atenç
ão: um arranjo enrolado de manta no chão. A manta possuía uma forma ambígua ora parecia um corpo humano,ora uma trouxa de roupas. Essa ambigüidade do objeto me interessou. A partir de então resolvi documentar com minha câmera fotográfica cobertores encontrados nas ruas de SP. Pensando o cobertor como um objeto de abrigo, de uma “casa própria” e resgatando as obras de fotografias que faço desde 2001, onde os elementos da arquitetura estão sempre presentes. ‘A partir da documentação fotográfica senti a necessidade de expandir o trabalho para o objeto e fazer uma intervenção pública na cidade. A Intervenção ocorreu em dois dias no vale do Anhangabaú em SP.Fluxo
Desafiar o espaço foi umas das propostas de curadoria da exposição no galpão pensando nisso surgiu o trabalho Fluxo. Pensar os elementos do lugar uma idéia mais ampla da memória daquele espaço que foi a casa da minha família até 1956. No galpão existem muitos pontos de águas amputados do passado mas que vivem no espaço até hoje, após diversas transformações.
Pensando a água como: sustentação,célula,sangue,vida,fluxo,ciclo,transformação me apropriei do objeto caixa d´agua por meio da pintura,fotografia e som.

Dando continuidade a mesma questão dos trabalhos anteriores Hotel, Caixa d´água, Pontes, Catraca,os trabalhos que apresento nessa exposição são assuntos já tratados no passado como o tempo, o espaço e a habitação.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um passeio no mercado de Bélem com Giuliano Bianchi
Um turista no "VER-O-PESO"
O trabalho consiste em uma série de fotos dos casarões situados na orla do Porto de Belém do Pará, mais especificamente no principal mercado denominado "VER-O-PESO".
As fotos estão na sequência em que os casarões se encontram, e foram ampliadas para realçar os momentos do cotidiano.
O visitante, munido de aparelho HAND HELD ou "Coletor de Dados", usados para instantaneamente captar informações in-loco, visita a exposição e escolhe por meio de um dispositivo, numa sequência 4 (quatro) fotos de sua preferência.
Ao final de sua visita passa por uma maquina impressora e retira as cópias em tamanho de cartão postal das fachadas escolhidas.
O trabalho ínsita o visitante percorrer, observar, participar e escolher imagens, a sua preferência e assim levar uma recordação do que visualizou, a exemplo de quando visitamos uma cidade histórica e depois compramos um jogo de postais com lembrança.
Giuliano Bianchi
www.giulianobianchi.art.br
O trabalho consiste em uma série de fotos dos casarões situados na orla do Porto de Belém do Pará, mais especificamente no principal mercado denominado "VER-O-PESO".
As fotos estão na sequência em que os casarões se encontram, e foram ampliadas para realçar os momentos do cotidiano.
O visitante, munido de aparelho HAND HELD ou "Coletor de Dados", usados para instantaneamente captar informações in-loco, visita a exposição e escolhe por meio de um dispositivo, numa sequência 4 (quatro) fotos de sua preferência.
Ao final de sua visita passa por uma maquina impressora e retira as cópias em tamanho de cartão postal das fachadas escolhidas.
O trabalho ínsita o visitante percorrer, observar, participar e escolher imagens, a sua preferência e assim levar uma recordação do que visualizou, a exemplo de quando visitamos uma cidade histórica e depois compramos um jogo de postais com lembrança.
Giuliano Bianchi
www.giulianobianchi.art.br
Texto de Vera Pamplona
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